• José Valdecir Martins

DEIXEMOS AS COISAS FLUIREM NATURALMENTE

A felicidade está nas coisas que você não planeja, naquelas que você não vê chegar”.

Série Grey’s Anatomy

Hoje, mais um dia daqueles de muita correria para que as coisas funcionem como deve ser, mas, o importante, foi que aprendi com meu amigo e irmão Jairo Garay, que não temos que forçar as coisas a nada, devemos deixa-las fluírem naturalmente. Percebi que quando forçamos as coisas, as coisas não acontecem como deve ser. Aprendi também a não me apegar às coisas ou às situações, deixar as coisas acontecerem, sem a preocupação do que vai ser.


Pontualidade e comprometimento são algumas das qualidades, sejam elas profissionais ou não, mais são as coisas que se valoriza no nosso dia-a-dia. Lidar com pessoas que não têm a responsabilidade de cumprir com os compromissos é muito difícil, sobretudo no ambiente organizacional ou institucional. Não é raro ter um colega ou um colaborador que costuma cumprir com o que diz que vai fazer, entregar as tarefas fora do prazo, esquecer documentos e faltar às reuniões. Depender desse tipo de profissional ou colaborador, muitas vezes passa a ser um tormento e é quase impossível não se irritar com as situações citadas.


Conversando com esse grande amigo e irmão citado acima, e pedindo-lhe conselhos, aprendi e entendi, que o melhor conselho é quando nos limitamos a responder no ato com atenção e carinho. O resto são informações que se acharmos que vale a pena, guardemos conosco, para um momento esclarecedor.


E assim é a forma que nos sentimos, anseio em se aperfeiçoar nas práticas, porém vejo que é preciso respeitar a nossa velocidade para que a prática se incorpore de maneira fluida. Respeitar ao próximo é entrar na energia do Universo, é deixar as coisas fluírem, deixar acontecer, sem ansiedade, apenas estar na energia maravilhosa de entrega plena.


Portanto, devemos sempre lembrar nos momentos, que somos o elo entre dois mundos, o material e o imaterial. Ambas dimensões se interpenetram, continuamente. Não esqueçamos disso.


Nossa presença aqui, indica claramente que deve haver um motivo para essa existência: você já parou para se perguntar por que está aqui? Talvez sim, mas acredito que rapidamente se distraiu com os afazeres materiais e voltou ao automatismo.


Somos um espírito que habita temporariamente em um corpo que está usando. Ele foi emprestado a nós para a nossa manifestação na terra: possuímos uma missão para cumprir através dele.


Muito provavelmente, esquecemos de tudo isso e não conseguimos se lembrar do que veio fazer aqui. Tudo bem, não precisa se culpar, isso faz parte da experiência física. Como disse acima, somos o elo entre esses dois mundos e isso significa que existe uma forte conexão entre ambos. É necessário nos reconectarmos para restabelecer o elo.


A pergunta que vem subitamente: “Como? Como me reconectar e lembrar? ”


Esquecendo (de fato) o que pode tocar e ver. Porque aqui estamos falando do intangível, da essência, do que estamos carregando dentro de nós. O elo, a conexão, vai além da dimensão física.


Então, depois desta explanação para uma breve reflexão, é importante, colocar em mente que nada acontece por acaso. Devemos colocar em prática e perceber, que quando nós nos libertamos do desejo de que as coisas aconteçam da forma como desejamos e não como devem acontecer, tudo começa a se acomodar. Dessa forma, os acontecimentos começam a fluir, crescer e encaixar naturalmente.