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  • Elcio Gonçalves de Oliveira

HOMENAGEM ÀS MÃESPor: Elcio Gonçalves de Oliveira

O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão.” (Honoré de Balzac)

Abro estas linhas citando Honoré de Balzac, célebre escritor francês que, com sabedoria e verve especial, sintetiza numa frase comparável à emoção dos filhos, o que é capaz o coração das mães que, mesmo enfrentando situações extremamente adversas, exercita a magnanimidade do perdão.

Tem por fim esta cerimônia, que se antecipa ao segundo domingo de maio, prestar singela mas significativa homenagem às mães neste seu DIA festivo, e o faço, honradamente, em nome da Academia Maçônica de Letras de MS, com muito gosto, próprio de um “FILHO” que, emocionado, assume este chamamento para enaltecer a principal figura da vida, a MÃE.

Da homenagem propriamente dita, pode-se dizer que, para bem cumprir esta tarefa, socorre-me a sensibilidade presente nos acordes do coração, que se juntam, com certeza, a um coro uníssono de todos os presentes, como um eco dos desejos dos filhos que se espalham pelos mais variados recantos do solo pátrio, e pelo nosso em particular, para focalizar serenamente o que lhes vai n`alma, nesta hora solene em que predominam os gestos de gratidão, amor e carinho a todas as mães!

Da busca com que compor a majestade da insubstituível figura MATERNA, assoma-nos de início a relação mãe-filho que está sempre em perfeita harmonia, sob quaisquer ângulos pelos quais se analise essa especial convivência, com a própria natureza até, como figurativamente o faz o curso de um rio ao fluir suas águas cristalinas diretamente ao encontro de um bem maior, ainda que pelos efeitos naturais da gravidade.

Isso nos mostra a beleza dos gestos maternos que convergem aos filhos, principais receptáculos dessas boas energias, na exata medida da força das águas, para intensificar ações corretas e duradouras nos relacionamentos pessoais, sempre com bondade e respeito, nessa incessante busca da felicidade que é, sem dúvida, uma das maiores preocupações de todas as mães.

Por outro lado, a MÃE não só nos deu à luz pelas forças naturais da maternidade, que lhe é própria, mas nos amparou, e ampara abnegadamente desde a concepção, cumprindo, com um sorriso nos lábios, o que prescrevem as sagradas escrituras que, de forma simples mas grandiosa, traçam os rumos da vida por meio do comando bíblico da conhecida frase “crescei e multiplicai-vos”, que traduz, de certa forma, o mistério da eternidade.

Essa norma mostra-nos também um desígnio de Deus dos mais importantes para a humanidade, pois ao colocar sobre os ombros da MÃE a responsabilidade de sua concretização, exatamente o faz por ter ela determinação bastante para cumprir a divina tarefa da maternidade, sempre beneficiando os filhos, com dedicação extrema, vigília incessante, carinho e amor incondicional.

Também se há de considerar que a MÃE multiplica ao extremo as suas forças, protegendo os filhos sempre com exemplar abnegação, fé e esperança, para lhes mostrar o verdadeiro caminho a seguir em seus relacionamentos, numa síntese das benesses divinas, que não são poucas, aplicáveis à realidade da natureza humana.

Pedindo licença para conclamar a todos os Maçons, cunhadas e convidados aqui reunidos, para numa só voz exaltar o amor filial à MULHER-MÃE, símbolo máximo da MATERNIDADE, que acompanha pari passu a poderosa luz DIVINA, ao espalhar seus cuidados para com os filhos desde a mais tenra idade, até que cada um deles se fortaleça o bastante para traçar por conta própria sua trajetória de vida, mas sempre sob a luz dos ensinamentos e exemplos maternos.

Aliás, a grandeza desses gestos aos filhos de qualquer idade não para por aí, continua por todo o sempre, ainda que possam estes, ao depois, caminhar com suas próprias pernas o grande percurso da vida, mas com certeza nunca lhes faltará o olhar atento da MÃE, para os abençoar onde estiverem e em qualquer momento de suas vidas.

Permito-me estender os efeitos desta breve alocução, com meu abraço fraternal, a todas as mães presentes, às ausentes e às que já partiram para o Oriente Eterno, mas por isso mesmo mais perto de Deus, para que nossas vidas se pautem, em todas as horas, pelo exemplo da MÃE, que jamais mediu esforços para nos auxiliar. Por isso que é reconhecida como verdadeira rainha, por sempre assegurar aos filhos a indispensável proteção a suas vidas.

E para concluir, penso que nada melhor do que uma mensagem poética da lavra de Mário Quintana que, com sua reconhecida maestria, construiu belas pérolas em homenagem ao trabalho e dedicação das MÃES, como nestes candentes versos:

MÃE

São três letras apenas,

As desse nome bendito:

Três letrinhas, nada mais

E nelas cabe o infinito

E palavra tão pequena

Confessam mesmo os ateus

És do tamanho do céu

E apenas menor do que Deus!

Para louvar a nossa mãe,

Todo bem que se disser

Nunca há de ser tão grande

Como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina,

Bem sabem os lábios meus

Que és do tamanho do CÉU

E apenas menor que Deus!

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