• José Resina Fernandes Júnior

CONHECIMENTO: NÃO VIVA SEM ELE

Atualizado: Mar 26

O que é o conhecimento?

É o ato ou efeito de conhecer, ou seja, o ato de perceber ou de compreender por meio da razão ou da experiência. A pesquisa, qualquer que seja ela, traz conhecimentos. São vários os tipos de conhecimento, dentre eles: científico, empírico, teológico, filosófico, tácito, dentre outros. Passaremos a especificar alguns destes conhecimentos.



1) Conhecimento Empírico


É uma expressão cujo significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação, resultado do senso comum, baseado na experiência, sem necessidade de comprovação científica. As sociedades que valorizam os mais velhos, como por exemplo os japoneses, se utilizam da sabedoria adquirida com a “faculdade da vida” ou “experiência de vida” pelos idosos, respeitando-os e valorizando-os, fazendo amplo uso desses conhecimentos.


Da mesma forma, algumas Comunidades Indígenas de Mato Grosso do Sul, com mais ênfase na etnia Terena, quando do processo eleitoral em suas Aldeias, elegem através do voto seus caciques, geralmente jovens, entretanto são eleitos também os Conselheiros, que são anciões que orientam os Caciques mais jovens na tomada de decisão de assuntos importantes para a comunidade.



2) Conhecimento Científico


É a informação e o saber que parte do princípio das análises dos fatos reais e cientificamente comprovados. Para ser reconhecido como conhecimento científico, este deve ser baseado em observações e experimentações que servem para atestar a veracidade ou a falsidade de determinada teoria. A base do conhecimento científico é a RAZÃO.


Um trabalho de pesquisa em que se expõe uma contextualização, em meu modesto entendimento, não deixa de ser considerado científico. Estes conceitos nos levam a compreender que para que seja iniciada uma pesquisa, deve haver obrigatoriamente uma dúvida ou uma pergunta que venha a intrigar uma pessoa qualquer ou o pesquisador. São as dúvidas que você tem sobre determinado assunto ou tema, e que deseja responder com eficiência, eficácia e segurança, que levam a uma resposta que venha a solucionar o problema.


Em todas as pesquisas realizadas para cumprir com trabalhos acadêmicos nas universidades, as normas a serem seguidas devem obrigatoriamente ser da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como por exemplo ao desenvolvermos o Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação (TCC), ou para cumprir os requisitos de cursos de Pós-Graduação a nível de Especialização, Mestrado (Dissertação) e Doutorado (Tese).


Cabe frisar que nos casos citados, a metodologia para execução dos trabalhos são as referidas normas da ABNT, modificando-se tão somente a profundidade da pesquisa e, consequentemente, a quantidade de leitura bibliográfica, entrevistas, explorações e até mesmo da vivência com o tema escolhido. Por conta disso, a Inspetoria Litúrgica de Mato Grosso do Sul dos Corpos Filosóficos e a Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul (AMLMS) nos solicitaram para elaborar uma metodologia que viesse a contribuir e a facilitar aos irmãos para elaborar trabalhos de pesquisas maçônicos. Prontamente atendemos, e foi assim que em 2016 elaboramos a METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE PESQUISAS MAÇÔNICOS DO GRAU 1 AO 33, lembrando que para isso fizemos uso de parte das normas da ABNT e de nossa experiência de loja maçônica (36 anos).


Essa metodologia já foi apresentada em lojas filosóficas da Delegacia B e em diversas lojas simbólicas do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (GOMS) e da Grande Loja Estadual de Mato Grosso do Sul (GLEMS), sendo que em todas as apresentações o sentimento de que o trabalho ficou no agrado dos irmãos está sendo nossa maior satisfação e alegria.


Não poderia deixar de citar os tipos mais usuais de pesquisa:

Qualitativa

É aquela que dispõe de um método de investigação que foca no caráter subjetivo do objeto analisado, estudando suas particularidades e experiências individuais. Muito utilizada em pesquisas bibliográficas ou participativas.


Quantitativa

É aquela que dispõe de um método de investigação que utiliza diferentes técnicas estatísticas para quantificar opiniões e informações para um determinado estudo. Muito utilizada em pesquisas de opiniões.


Explicitando um pouco mais da pesquisa bibliográfica, podemos asseverar que tem por objetivo reunir as informações e dados que servirão de base para a construção da investigação proposta a partir de um determinado problema ou dúvida.


O 1º passo será escolher o FOCO do estudo a ser desenvolvido.


O 2º passo será escolher o TEMA ou TÍTULO do trabalho.


O 3º passo é elaborar a INTRODUÇÃO, especificando COMO será desenvolvido o trabalho.


O 4º passo é elaborar a JUSTIFICATIVA, especificando o PORQUÊ do trabalho.


O 5º passo será a CONTEXTUALIZAÇÃO, ou seja, a pesquisa em si, utilizando os dados especificados no COMO da INTRODUÇÃO.


O 6º passo será o da CONCLUSÃO, onde deverá haver no último parágrafo o entendimento pessoal do pesquisador a respeito do TEMA ou do TÍTULO desenvolvido.


O 7º e último passo será a descrição da BIBLIOGRAFIA utilizada.


Não se esquecendo de que após a escolha do FOCO e do TEMA/TÍTULO do trabalho, a pesquisa bibliográfica deve se limitar ao tema escolhido pelo pesquisador, servindo como modo de se aprofundar no assunto (contextualização), sem desviar do mesmo. Assim, além de traçar um histórico sobre o objeto de estudo, a pesquisa bibliográfica também ajuda a identificar contradições e respostas anteriormente encontradas sobre as perguntas ou dúvidas formuladas (que na ABNT são chamadas de hipóteses). Para quem quiser se aprofundar em pesquisas, recomendo um livro que facilita significativamente o entendimento de pesquisa e, de forma simples e objetiva, clareia a forma de desenvolvê-la. Trata-se da obra “Como elaborar projetos de pesquisa”, do autor Antônio Carlos Gil.


Finalizo este artigo apresentando a Pirâmide do Conhecimento de William Glasser, que nos mostra de forma clara a importância dos estudos e das pesquisas. Esta pirâmide revela como é importante quando as pessoas realizam e produzem trabalhos visando repassar aos outros aquilo que foi pesquisado, pois na verdade quem mais aprende é o próprio pesquisador. Temos que nos apossar da humildade e buscar os conhecimentos.


Humildade, palavra mágica que me faz lembrar a senhora Antônia Herrero Fernandes, minha querida e amada mãe, que se encontra no Oriente Eterno. Ela dizia: “Filho, seja sempre humilde, pois humildade e chá de erva-cidreira não fazem mal a ninguém”. Dona Antônia, como era conhecida, morreu aos 96 anos de idade analfabeta, porque não teve oportunidade de estudar, mas Pós-Doutora em conhecimentos empíricos (senso comum). Que o GADU a tenha ao seu lado.


Se quiserdes deixar na vida algo de bom para seus filhos e filhas, esqueça bens como imóveis, terras e dinheiro, deixe conhecimentos. A escola propicia ensino e aprendizagem, ou seja, os conhecimentos, e nossa própria casa propicia a educação.